quarta-feira, 25 de junho de 2014

TERAPIA DE DOR - COMO PROCEDER EM SESSÃO DE SPANKING.


Dinâmica do spanking.


Posições adequadas à prática.


Os objetivos podem ser diferentes.


Dependendo do objetivo, pode-se acrescentar outras práticas.


Seja responsável com sua posse. Certifique-se de que ela está bem.


O aftercare é imperativo. Coloca a posse de volta à realidade.


Avalie a gravidade da prática. 


Cada instrumento produz marcas diferentes. Alterne o uso de acordo com a intensidade.




A prática do spanking é uma das mais usadas no BDSM e uma das preferidas. É bom lembrar que nem sempre a posse vai suportar o mesmo nível de castigos em todas as sessões. A intensidade e duração podem variar, levando em conta vários fatores emocionais e físicos da posse no momento da prática.

Faça sempre acompanhamento do bem estar de sua posse por alguns dias após a prática, para se certificar de que ela está bem tanto emocional quanto fisicamente. Recompense seu esforço e faça com que se sinta segura e protegida.

Cuide de seu próprio bem estar emocional e físico. Como Dominante, também vai precisar de cuidados após a prática, converse com sua posse para que a ajuda seja mútua. Palavras de reforço e de aceitação são ótimas para a reconexão e evitar a confusão de sentimentos que envolve as duas partes.
Quer saber mais sobre Topdrop? Leia aqui:

http://diariosubmissa.blogspot.com.br/2014/06/top-drop-o-que-e-como-ajudar.html

Praticando com responsabilidade o prazer será mútuo e duradouro.

* Imagens cedidas gentilmente por Shikomi Sakura De Lorde Sandman

terça-feira, 24 de junho de 2014

NEGOCIAÇÕES BDSM - 10 REGRAS PARA NÃO FALHAR NESSE PROCESSO












Traduzido por Dom Gabriel

Arte por Lord Caio Flavio

TROCA DE PODER E BDSM - DEZ COISAS PARA GARANTIR QUE VOCÊ NÃO VÁ FERRAR O SEU PRIMEIRO ANO.

Somos uma comunidade de anarquistas e libertinos, então o ponto aqui não é chegar com as 10 verdades universais que se aplicam a todos. Por definição, somos uma comunidade que precisa e vai se rebelar contra qualquer senso de estrutura ou ordem. Dito isto, se vc está apenas começando, considere estes itens, pois eles me ajudaram.


1. Ame a você mesmo - Se sua mãe te derrubou quando criança e vc está esperando que se aventurar no BDSM vai consertar tudo: hmm não vai. Encontre a paz interior e, então, busque aventuras. Se sua alma está vazia, esta comunidade não será um bom lugar para você.


2. Passe adiante - Durante a sua jornada, com sorte você vai encontrar algumas pessoas incríveis e curtir experiencias maravilhosas. Deixe o mundo vê-lo passando adiante, ou seja, seja uma destas pessoas para outra pessoa. Mesmo no seu primeiro ano, encontre maneiras de se doar. Dica: A melhor maneira de atrair boas pessoas é ser uma boa pessoa.


3. Pague a você primeiro - Você será requerido a se submeter ou a guiar outros em uma viagem muito íntima. Nunca deixa a submissão ou a liderança te tirar da sua família, seus hobbies e/ou suas paixões. Se você amava pular de pára-quedas antes desta viagem, então faça-o constantemente. Qualquer Top que valha alguma coisa vai querer que seu bottom busque paixões e hobbies que os façam uma pessoa mais forte e um bottom melhor.


4. Sempre use camisinha - Homens: sejam homens. Mulheres: levem sempre e insistam. Não há nada mais amoroso que uma mulher te entregar uma camisinha.


5. Contexto é fundamental quando conhecer novas pessoas - A internet é legal. Antes da internet, respondíamos cegamente a anúncios no final das revistas ou íamos a certos bares. Agora é fácil encontrar uma linda loira que está disposta a se mover através do país e se prostrar a seus pés. Mas isto é realmente sábio? Alguém que tenha uma conta no Facebook ou Fetlife e um celular não significa absolutamente nada. Eles podem ter 14 anos, ser um policial ou um psicopata assassino. Então o que é o contexto? Uma recomendação de um amigo que vc confie, alguém que vc conheceu em um munch e que seja conhecido por outros, ou alguém que vc conheceu em clube ou festa que conheça outros. Se quer ter encontros seguros, então forme uma rede de conhecidos em munches, conferencias, clubes e festas. Faça amigos mesmo que não sejam para participar juntos de uma play (Ver nº 2).


Contexto também pode ser baunilha. Você conhece a mãe deles? Ou onde eles trabalham? Contexto liga a outra pessoa ao mundo real. predadores não gostam de contexto. E pessoas realmente legais prosperam aí.


Quando for se encontrar pela primeira vez, se encontrem em um lugar publico. Traga um amigo. Ele pode se sentar na mesa com você ou do outro lado da sala. Tenha uma ligação de segurança. Ligue quando chegar e ligue quando estiver saindo e ligue quando chegar em casa são e salvo. Bottoms: digam ao Top em potencial que vocês precisam fazer a ligação. Tops legais adorarão a idéia e apoiarão.


6. O Bottom tem todo o Power - Submissão é um presente. É este presente que nos separa de atos como estupro, tortura e sequestro. O bottom tem todo o poder e eles o presenteiam por um momento, uma cena, um mês ou a vida toda. Mas é um presente, e pode ser retirado a qualquer momento. Cuide do seu presente.


7. Palavras de segurança são nossas amigas. - Você está jogando em um mundo onde alguns entregam o poder e outros assumem o controle. Palavras de segurança são sua super mágica para parar qualquer cena. Deve soar estranho, mas gritar, dizer "Não" ou chorar podem não ser considerados sinais de que devemos parar (não entre em pânico, eventualmente, isto vai fazer sentido). palavras de segurança são como o bottom pega de volta o presente. Use palavras simples como "Vermelho" e "Amarelo".


"Vermelho" deve soar como Parada Imediata. Vá para um local neutro e seguro e conversem.


"Amarelo" significa cuidado. Significa que vc pode precisar de ajuda.


Certifique-se de que todos com quem vc "brinca" sabem as palavras e concordam em honrá-las.


8. Limites - Existe um provérbio chinês: "Dentro de qualquer limite, existe um número infinito de possibilidades." Existem muitas listas online. Saiba o que vc está interessado em experimentar e o que te ofende. Seja sincero e discuta estes limites antes de brincar com qualquer um. Limites nunca me incomodam. Fique muito apreensivo com qualquer pessoa que dia não ter nenhum limite. Eles são ou mentirosos, ou estão a um paso de ser a nova estrela do próximo crime do século.


9. Não fofoque - Louve em público. Repreenda no privado. Se você tem algo de ruim a dizer, diga diretamente entre você e a outra pessoa envolvida. Nunca seja pego falando mal de outros em público. Louve os outros constantemente e publicamente. Troca de Poder são Relações Humanas Avançadas. Você vai estar em relações íntimas que são sexuais ou de troca de poder. Você estará em território desconhecido. Ao longo do caminho você encontrará pessoas que, simplesmente, não são para você. Tenha a coragem de aceitar as más notícias e evite a tentação de borrar a reputação de outros porque você se sentiu rejeitado. Eu odeio fofocas.


10. Drama - Drama é a falta de integridade e coragem. Sinceramente, se você não captou os primeiros 8 itens desta lista, sua experiencia em troca de poder será cheia de drama e fofoca. Sendo a boa pessoa no meio da adversidade requer que vc ame e guie. Você está agindo para ser o centro das atenções? Está tendo um mau comportamento porque está com medo de ser rejeitado ou ficar sozinho? Está fazendo barulho porque não aguenta o silêncio? Você é dramático. Will Smith definiu isto muito bem: "Ain't gonna start none. Ain't gonna be none." (expressão semelhante ao "lalala" cantarolado por crianças ao perder uma discussão).


Vamos lá, Reis e Rainhas do Drama. Agora é a hora pra se erguerem sobre vocês mesmos e amarem. Sejam criativos. Criem a mágica. Faça alguma coisa construtiva ou, pelo menos, volte ao topo da lista e trabalhe nos primeiros 8 itens.


Eu espero que cada um de vocês tenha uma viagem incrível.



Texto retirado do site de relacionamentos Fetlife.

Post original: https://fetlife.com/users/34813/posts/2033547

Traduzido por Dom Gabriel.

PORQUE SUBMISSÃO É TÃO DIFÍCIL?

Extraído do site Submission Guide

Traduzido por Bia Baccellet

Sugerido por Vulpes Az

Muitas vezes me surpreendo com a quantidade de e-mails que recebo de submissos me dizendo que eles achavam que a submissão ia ser fácil, que eles poderiam parar de se preocupar com a vida, entregar toda a responsabilidade e só servir aos caprichos de outra pessoa. A fantasia era forte para esses homens e mulheres e por mais que eu odeie estourar o mundinho de bolhas das pessoas, sempre senti que o bom senso e compreensão do mundo real, é melhor que viver nas nuvens.


Submissão é difícil. Não é uma fuga do mundo e isso não te faz menos responsável como adulto. Ser um parceiro solidário requer trabalho e dedicação. É preciso dedicação e esforço para vê-la (a submissão) se manifestar de uma forma saudável e feliz.

Então, quando você percebe que é uma pessoa submissa e está à procura de um parceiro que conduz e controla a relação, não é uma liberação automática do mundo.

Uma pessoa Dominante exige muito de você para fazer funcionar o relacionamento também. Você precisa ser confiável, honrado, honesto e aberto com seus sentimentos. Você precisa ser a sua rocha e seu porto seguro. Você precisa ser capaz de aceitar a mudança, para aprender e crescer no relacionamento e precisa ser capaz de expressar seus pensamentos e se comunicar bem.

Isso não é fácil, e não vem em pacotes pequenos. Você, como submisso, tem que trabalhar para isso.

Confesso que quando comecei a me tornar bottom (me submeter), achei que a submissão era fácil e que as pessoas que se submetiam simplesmente não tinham a coragem de governar a sua vida e queriam que alguém fizesse isso por elas. Eu criei um estereótipo na minha cabeça de que eram ingênuos e pessoas preguiçosas. Eu também vi algo libertador em não ter estresse com a vida e simplesmente deixar alguém assumir o controle.

Mal sabia eu que, anos mais tarde, eu me identificaria como submissa e descobriria que essa estrada que achei que era fácil, na verdade não é. Tive uma luta interna, adiei e voltei atrás o tempo todo. Aprendi valores novos e valiosos. Eu me encontrei e aprendi que a submissão não era a o caminho do abandono que eu pensava.

Submissão é difícil. Tem que ser para que ela funcione. Esforçamo-nos constantemente para ser uma pessoa melhor e ter certeza de que estamos trabalhando em conjunto com nossos parceiros dominantes. Essa harmonia é uma felicidade doce que muitos nunca alcançam. Quando você alcançar isso verá que a submissão vale a pena o trabalho que você coloca nela.

Não estou dizendo que a submissão é sempre difícil ou que você tem que lutar constantemente para chegar a uma paz na submissão; mas constatar que haverá trabalho envolvido é o primeiro passo.

No Submissive Guide e outros sites voltados para submissos você vai encontrar um tema comum; aprendendo, crescendo e explorando a si mesmo. A submissa solidária está sempre questionando, sempre querendo saber mais. Temos sido acusados de fazer muitas perguntas e pensar muito. É bom ser assim.

Estou longe de ser perfeita, e tenho as minhas falhas. Tenho reclamado em muitas ocasiões que a submissão é muito difícil, embora nunca vá deixar de ser submissa. É a maior parte de quem sou agora. Acho que, o que aprendi é que a “submissão” não é realmente difícil, mas os pequenos passos que tenho que dar que é que a fazem difícil. A jornada é feita em etapas e algumas são mais íngremes, enlameadas ou mais traiçoeiras do que outras.

Claro, usando essa analogia , quando você subir uma trilha e chegar ao topo, se foi uma jornada dura e difícil você vai se sentir mais satisfeita não é?

[Perguntas]

- Alguma vez você já disse que a submissão é difícil? O que estava incomodando no momento?
- Você conhece pessoas que pensam que a submissão é o papel de uma pessoa preguiçosa?
- É difícil ser um Dominante? Por que sim ou por que não?


BDSM – COMO DOMINAR UMA SUBMISSA MESMO QUE VOCÊ SEJA UM DOMINADOR INEXPERIENTE.


Tenho visto muitos Dominadores iniciantes lutarem com o fato de que ninguém os leva a sério. Sim, eles ainda não têm ideia do que está acontecendo, mas a dominação é, por vezes, um fenômeno natural. Eu já me encontrei com homens que nem sequer se identificam como dominadores e que me fizeram tremer com o seu poder natural. Sim, há outras coisas como aprender as técnicas, conhecer os brinquedos e conseguir um mentor que dará suporte para aprimorar suas habilidades, mas dominação é dominação e pode ser usada desde o primeiro dia, se for feita corretamente. Aqui estão algumas dicas para Dominadores iniciantes criarem um relacionamento amoroso ou uma parceria bem sucedida (parceiros de cena).

  • Lembre-se que Roma não foi construída em um dia e que o seu relacionamento com uma nova submissa não vai amadurecer em uma noite, apesar de sentir que acontece muito mais rápido do que qualquer relacionamento baunilha que já teve. Paciência é uma virtude e você precisa ir devagar para criar a cena perfeita ou o relacionamento perfeito. Se você fizer isso, no ritmo certo, ela não irá a lugar nenhum.
  • Saiba que todos nós fomos iniciantes, e reconhecemos que você precisa de alguma ajuda com técnicas básicas e brinquedos e não se desvalorize por isso. Ao invés de ferir alguém (pela inexperiência), procure um mentor e aprenda junto com sua submissa ou deixe ela lhe ensinar. Não há vergonha em aprender com uma submissa. Na verdade, a submissa provavelmente vai lhe dar muita perspicácia com relação à psicologia dela. Você também deve tentar algumas práticas em si mesmo para entender o que se sente.
  • Seja humilde. Não tente aparecer por aí como um idiota. As pessoas vão perceber que é falso. Você não é um presente de Deus para todas as submissas e nem todas elas precisam tratá-lo com o respeito que você acha que merece. Tenha cuidado para não deixar que o seu ego mate qualquer chance que você possa ter de construir um relacionamento ou a obtenção de uma nova parceira de cena.
  • Quando você se comunica com honestidade com submissas em potencial, você vai descobrir que muitas delas vão querer trilhar o caminho de D/s ou SM com você. Você precisa conhecer uma submissa tão bem, ao ponto usar o modo dela pensar para dominá-la de forma mais eficaz. Isso deve ser feito em via de mão dupla (o conhecimento), já que ninguém vai se abrir para uma pessoa que não sabe como ser aberto e honesto sobre si mesmo.
  • Seja sensível às necessidades e desejos da sua nova parceira. Esteja ciente de seus próprios desejos e necessidades e saiba onde encontrar o equilíbrio. Se você gosta de chicotadas e ela não, então você pode sempre começar mais lento, com algumas chicotadas de uma forma sensual. Desta forma, você satisfaz algumas das suas necessidades e leva as dela em conta também. Ela vai ser mais propensa a brincar com você de novo se mostrar que não é só para sua satisfação.
  • Você precisa ser um pouco "trapaceiro" também. Sempre acabe a cena antes que a submissa tenha tido o suficiente (deixar aquele gostinho de quero mais). Você quer que ela volte e peça para jogar novamente. Você também precisa levar em conta que o que não é suficiente hoje, pode ser demais em outros dias, e às vezes o corpo da submissa rejeita algo hoje, que foi fantástico ontem. Saiba que os limites mudam, e que, por vezes, uma submissa quer mais, mesmo quando você acha que foi o suficiente.
  • Mantenha o controle da cena e aprenda a ler a submissa através do odor, gosto e postura. O odor de uma submissa em subespaço ou próximo a ele às vezes é um pouco metálico. É por isso que não deve permitir que a submissa use perfumes ou óleos corporais quando em cena.
  • Lembre-se que você está aqui para dominar a submissa. Seja firme e confiante. Saiba o que quer e não peça desculpas por querer isso. Mostre seus desejos e necessidades de forma clara e esclareça se a sub não entendeu algo. Discipline as transgressões de forma consistente e certifique-se que você faz o que você diz quando você disse que faria. Use sua voz e gestos com as mãos e certifique-se de que as regras estabelecidas são seguidas.
  • Tenha certeza de que você é fisicamente capaz de praticar. Para isso, você precisa de alguma força, aptidão e agilidade algumas vezes. Certifique-se que você não usa drogas ou álcool quando pratica, pois você precisa estar completamente consciente do meio ambiente e da segurança da submissa muito mais do que ela é capaz de ser durante a cena. 

Divirta-se e aproveite a viagem. Estou certa de que essas dicas vão ajudar. Essas dicas são genéricas e você vai encontrá-los por toda parte. Lembre-se que a sabedoria está nas frases muitas vezes repetidas.

Texto original: http://voices.yahoo.com/bdsm-dominate-submissive-even-are-1874122.html?cat=7

Traduzido e editado por Bia Baccellet.

Indicado por Marco Bauhaus Mishima

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"NA BERLINDA BDSM" - CIND POET

  A entrevistada da última semana foi a Switcher Cind Poet. A entrevista aconteceu no dia 13/06/2014.
  Eventuais erros na entrevista são de responsabilidade dos autores e não do blog. Apenas organizamos as perguntas e respostas para melhor entendimento.

Bia Baccellet Inicia agora a entrevista com Cind Poet Weronese. Após a apresentação as perguntas estão liberadas. Por favor apresente-se. Somente serão aceitas postagens de perguntas, comentários somente após o término.

Cind Poet Weronese Boa noite, sou a SW Cind Poet Weronese, praticante de BDSM a quase uma década, sou Bissexual, só domino mulheres e Sissy, escravos /sub masculino possivelmente em eventos, avulsos. Sou estudante de psicologia, estou a frente do projeto Reserved, e não sou muito boa para apresentações, o que desejarem saber, favor perguntar

Bia Baccellet Boa noite Cind Poet Weronese. Como conheceu o BDSM? Essa pergunta é meio praxe...

Cind Poet Weronese Nunca tive um comportamento "convencional", e desde a adolescência procurava respostas para minhas pulsões, fui pesquisando em revistas de foruns (dentro de revistas tipo Sexy), cheguei a rede sociais, e conheci minha mentora, que hoje tem 72 anos, Ktrine Sir, fizemos contato por cartas, ela me orientou quanto o que ler e onde, hoje mora na Inglaterra.

Caio Flavio Prezada Cind Poet Weronese, apesar que Nietzsche não seja um filósofo correlato à Psicologia, eu como conhecedor de boa parte de sua obra admiro alguns pontos abordados por ele, principalmente no prefácio do livro "O Anticristo" que afirma: "As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido — conheço-as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas..." - Desconsiderando todo o contexto que este fragmento foi retirado e apenas interpretando ele da forma mais literal possível, você acredita que o BDSM somente é ou deveria ser praticado por pessoas que vivem no "cimo das montanhas", ou seja, pessoas que enxergam as coisas altivamente? Acredita que nós os BDSMers estamos em um "além mundo" incompreendido pela maioria? Resumindo: entende que o BDSM é para ser vivido para quem nasceu "destinado" a este a mundo ou que qualquer pessoa pode viver em todas as instâncias de profundidade oferecida por este universo?

Cind Poet Weronese Uau, começou bem caro Caio Flavio, amo Nietzsche, mas não tão profundamente. Mas vamos lá, independe do contexto de qualquer autor, vou responder pela minha pulsão e experiência. O BDSM, a filosofia, subcultura, seja o que for que se esteja no contexto de experimentações pessoais, para mim são válidas, necessárias e possíveis. Todos possuem o proprio universo, talvez mais raso, ou mais profundo, talvez nem saibam que exista um nome para ele, então , destinado para mim seria uma forma de limitar as opções, e sou ilimitada, rsrs qualquer ser pode sim viver o BDSM e tirar o melhor para si, desde que de forma responsável.


Marco Bauhaus Mishima Boa noite Cind. Vamos a umas perguntas.


Qual a pior coisa que você já viu no BDSM?
(Ou seja, aquela coisa que mais lhe horrorizou ou causou nojo ou qualquer outra reação desagradável.)

Cind Poet Weronese Serei breve nesta reposta Marco Bauhaus Mishima : A irresponsabilidade com a Dominação Psicológica, a única coisa que me causa nojo, repulsa e aversão dentro do BDSM

Lucy De Daniel Cind, você sempre se soube masoquista? Como se deu esse processo de descoberta e como desenvolveu seu corpo para isso?

Cind Poet Weronese Lucy De Dom Daniel, sempre aprontei muito, na infância fui o cão, e na criação que tive, a correção era pela dor, rsrs, continuei aprontando... E continuei a procurar fora da relação familiar este mesmo conceito, ser punida,, fui pesquisando com os anos a associação do prazer e da dor, e pude então reconhecer o meu "rotulo" . Não desenvolvi o meu corpo, é um processo continuo, e precisa de reforço permanente, ou para mim (na minha experiência) voltamos alguns degraus na resistência, sou hard, e preciso por minha pulsão para trabalhar, e busco isso na relação, o não é um limite que ainda não aprendi a respeitar.

Marcia Leite Boa noite....suas praticas preferidas? E qual vc nao faria?

Cind Poet Weronese kkkkk Marcia Leite, me pegou agora em um pponto engraçado ou tragico, explico: A dominação psicologica é uma das praticas que gosto, spanking, chuvas ( todos liquidas!!), agulhas, cordas (tudo que tenha cordas), velas, rituais , tarefas (Amooooooooooooo aplicar e receber) , é mais fácil o que eu não gosto (contudo, não descarto).

Gabriel Souza SenhorRasputin Você começou no BDSM como sub ou como Domme? Como foi o seu processo de descoberta como Switcher?

Cind Poet Weronese Gabriel Souza SenhorRasputin Comecei como sub, passei a vida toda nesta modelo de criação Bau, na relação com meu primeiro Dono e Marido, tive que ensinar a ele o que eu gostaria de receber, com isso senti o prazer que ainda não tinha vivido, não exatamente de ser dome, mas o poder de ser livre para trocar de papeis, porem só depois da separação pude viver isso, pois ele tinha vergonha que todos soubessem que eu praticava Dominação com ele .

Shikomi Sakura De Lorde Sandman Boa noite, Cind, você disse está a frente do projeto Reserved, pq decidiu cria-lo?

Cind Poet Weronese Shikomi Sakura De Lorde Sandman, cheguei ao BDSM sedenta para viver, fosse o que fosse, mas não cheguei tão crua, pois trazia a experiências negativas da vida, e tive ajuda de valor inestimável quando consegui cair nas mãos de uma dominante seria e disposta a passar a alguem que realemtne acreditasse nesta vida, tudo que ela sabia, gosto de observar, e observando fico triste, pois o meio esta frio, divido, mesquinho, se perdeu um pouco do que conheci no inicio, mais restrito, porem mais real, mais verdadeiro, a ideia do projeto é trazer esses valores novamente, proporcionar exposição sim, porem com o maximo de segurança, com o maximo de informação e doação.

Marco Bauhaus Mishima E a melhor coisa...? Aquela que mais lhe encantou e/ou lhe motiva a praticar o BDSM Cind?

Cind Poet Weronese rsrsrs Marco Bauhaus Mishima, a liberdade é o que motiva, ser eu mesma, fazer (com responsabilidade) o que me der na veneta, onde e como, como sou extremista e impulsiva nas minhas pulsões, o que quero muito pela manha, pode esfriar no fim da tarde, então vivo o momento, seja a pratica que for.

Caio Flavio Cind Poet Weronese, sou um admirador de teu trabalho, do Reserved e de teus estudos e sei que conhece e aborda muito o tema dominação psicológica. Quero saber: na tua opinião Dominação Psicológica pode estar correlacionada com Dependência Psicológica? Quando há essa dependência que observamos muitas vezes em alguns relacionamentos, pode ser considerada uma espécie da Sadismo Psicológico, ou até mesmo uma simples chantagem emocional por parte do dominador ou a dependência faz parte do processo de DP? A DP pode atingir o bottom e de alguma forma ele se beneficia desse método empregado "contra" ele? Teoricamente o bottom não é o "Dominador Psicológico" do casal?

Cind Poet Weronese ai Caio Flavio, eis meu dilema, DP, me deu toda felicidade do mundo, toda segurança para viver o BDSM, toda segurança para enfrentar o BAU, em contra partida, me tirou a vida, acredito que estou hoje de hora extra, não vou contar minha historia, pois é chata, por q foi minha, mas a maioria q esta aqui participando da entrevista me ajudou ou acompanhou, de botton passei a lixo, de dominada a dependente. Caso exista alguma vantagem ou privilegio, esqueceram d me informar, rsrs DP é uma CX de pandora, não é para quem quer (seja dominar ou ser dominado Psicologicamente), é para quem tem estrutura para responder pelas consequências quando algo da errado, e ao manipular a mente , a psique de um individuo, a unica certeza que se tem, é que uma hora (dentro de 1 mês, ou 10 anos) algo vai dar errado, e ai ... não tem para onde correr, é preciso ter sorte com quem esta em ambos os lados, uma sub com uma puta alto estima? Segurança emocional? Um dominante responsável que acompanha lentamente o processo reverso da co-dependência? Não sei realmente esta resposta, acredito até que ela não exista. Ainda tenho sequelas da DP, ainda tenho a vida limitada, é que sou abusada, sou guerreira, e vou vencer uma hora, sem pressa. ( Deixei algo sem responder??? me diga por favor)

Marcia Leite Cind Poet Weronese vc sente preconceito contra os sw?


Sandro Do Nascimento Norberto Boa noite querida Cind

qual a maior dificuldade que você encontra no meio por ser uma switcher?

Cind Poet Weronese Marcia Leite e Sandro Do Nascimento Norberto, ser uma SW ... sobre os preconceitos, acho que com o tempo deixei de perceber eles de forma clara, meio que ignorei tanto que nem noto mais com tanta facilidade, mas sim, existem e vão sempre existir. Nem todo Dominante tem .... (não posso escrever a palavra que quero) competência para submeter uma SW, ai vc fica mais restringida, mas como sou exigente mesmo, não me choco com a fraqueza d alguns dominantes , alguns q possuem ate mesmo o medo de ter seu proprio lado SW desvendado ao se relacionar com uma SW, o mesmo para algumas sub, possuem uma tipo de admiração com aversão rsrsrs, sou uma aberração, sou SW, Sou feliz.

Estrela Yvaine Boa noite Cind Poet Weronese! Gostaria de saber como é sua relação com seus afilhados. Já que é madrinha de algumas pessoas que conheço e que também tenho muito carinho. Sua participação vai da liturgia á pratica?

Cind Poet Weronese Estrela Yvaine, não ia não, se limitava a teoria, ex dono não me permitia muita coisa, mas depois ... comecei a ser cobrada por eles quanto as praticas, principalmente por eu ser SW , e sim, com alguns bem proximos eu desenvolvo metodos de praticas ( sessão avulsa com outros participantes, ou individual) , assim tmb aprimoro e troco experiencia, e aprendo sempre com eles.

Estrela Yvaine Cind Poet Weronese Tenho muita curiosidade em saber sua opinião sobre a visão de uma SW em relação ao seu Dono. O modo de pensar e agir muda ou é como se ela fosse apenas uma bottom na relação. O que difere?

Cind Poet Weronese Estrela Yvaine Eu Cind, mudo completamente, ou penso que mudo, o dono seria mais certo para responder sobre isso, rsrs, Mas ja teve momentos em que tentei abafar a pulsão de dominar e não foi uma ideia legal, fui sinalizada que estava avançando meu limite como sub, e ele é 101% dominante, e sim, me orientou da forma correta. Gosto, e preciso viver o que sinto, mas no lugar certo e na hora certa, dai tudo se estabilizou. Quando na presença dele, ou representando ele, sou sub e dependente de direcionamento.

Cind Poet Weronese Gabriel Souza SenhorRasputin So afirmei e vivi o que observava e desejava, obtendo o ápice de prazer com isso, mas acredito que ser tolido de qualquer coisa, é uma violência, e que quando somos libertos da violência, vivemos intensamente. E minha principal visão de BDSM sempre foi o respeito (que eu não tinha, por ser tolida de ser eu mesma), e só enfatizei mais ainda essa postura. O BDSM reafirmou o que eu tinha receio de assumir: sou determinada, teimosa, geniosa, atrevida, estudiosa, abusada, respeitadora, humilde, arrogante, rsrsrs reafirmou que sou livre , para o que ? para viver como eu quero como individuo

Antenor Del Castillo Boa noite membros do grupo,boa noite Cind Poet Weronese. Sou Dom Antenor Del Castillo de SP. Pergunta: conhecendo sua vivencia no meio, unida aos seus conhecimentos e estudos da psicologia como vc percebe as reações dos participantes no universo Sm/Ds em razão dos prazeres vivenciados.


Caio Flavio Cind Poet Weronese, Aproveitando o gancho deixado peloGabriel Souza SenhorRasputin, na maioria das vezes observo que os SW iniciam como submissos para depois desenvolverem seu lado dominador e inclusive verificamos isso nos primórdios do BDSM lá nos militares que iniciavam como subs para então poderem se tornar Tops ou não. Com base nisso, acredita que os Dominadores tem aversão à submissão ou outro motivo que os impeçam de descobrirem um possível lado submisso e então assumirem esta posição SW? E enquanto submissa, (antes de se descobrir SW), em algum momento achava que a Dominação era algo que nunca iria fazer? Exceto pela hierarquia natural que há entre Top X Bottom, haveria outro motivador que poderia impedir um Dominador a ser um submisso em outros momentos?


Uma segunda pergunta, sobre o tema SW (pode responder em duas prestações): Pegando o gancho da Estrela Yvaine: Uma SW, que na qualidade de submissa possui um dono, como seria (ou é) na seguinte situação:
Como Top, essa SW quando tiver uma posse (sub), como seria a relação? Em algum momento estaria o lado Top condicionado à vontade do Dono e com isso ele teria o direito de interferir ou exigir algo na dominação, sessão ou outros momentos com sua propriedade? Teria ele o direito de impedir o contato ou realmente não haveriam interferências quando o sub tivesse necessidades em sua dona? Seria uma dominação plena em todos os sentidos sem fatores externos interferindo (dono)?

Ele (o dono) possui a SW (“pacote completo”) ou a sub? Teoricamente, e desproposital da minha parte parecer irônico ou sarcástico, pelo contrário, uma SW em sua submissão não seria uma brat, uma vez que conhece as artimanhas do dominador, ou seja, conhece o “outro lado do chicote”? O dominador precisa ser mais flexível e polivalente para possuir SW?

Possivelmente eu não te incomode mais essa noite. É que tenho essas dúvidas! - Ja vi respondeu parcialmente o que perguntei em outras respostas. Grato

Shikomi Sakura De Lorde Sandman O que você sentiu ao participar do trabalho acadêmico que fiz, ao ver o resultado e suas respostas?


Marco Bauhaus Mishima Infelizmente minha última pergunta - pois terei que sair.


Qual sua grande curiosidade no BDSM Cind?
E seus grandes planos? (As coisas que mais gostaria de realizar.)

Cind Poet Weronese Marco Bauhaus Mishima uma play party tamanho familia - nível internacional, sem egos, estrelismo, cada um no seu quadrado, mas com muito tesão de passar para frente, uma gigante troca de figurinhas (responsável) , rsrsrs, participar ja serio o maximo, na verdade estar a frente de algo, significa automaticamente que vamos aproveitar menos que gostaríamos. Minha maior curiosidade seria: ate onde vai meu limite comigo mesma? vivo em busca dessa resposta.


Cind Poet Weronese Caio Flavio

Acredito que as crenças ( valores que temos de famlia, cultura...) influenciam sim, geram e tmb trazem para o BDSM o que deveria ficar la fora, como o preconceito, o julgamento... etc...
Caio, na verdade, quando parei para analisar minha primeira relação BDSM, eu pude contemplar o quanto era uma boa dominante, rsrs eu Criei um dominador para mim ( ainda tenho duvida se era para servir a ele, ou se era o que eu queria como servo), mas assumir publicamente sem
ameaçar o fim do meu casamento e D/S ... nem cogitava essa possibilidade.
São os preconceitos q impedem , que engessam as pessoas de serem felizes, de errarem ou acertarem.


Cind Poet Weronese Caio Flavio tudo é negociado, e eu grito nisso -NEGOCIAÇÃO -

primeiro me foi proposto que o que é meu é dele, fiquei de pensar
sobre, e chegamos ao acordo de que tmb temos q partir do principio de que
o que for meu tmb tem o direito de negociar sobre isto, não daria para
antecipar... e com o tempo, em relação ao uso: ele decidiu que não queria o q fosse meu, o que fosse meu seria então so meu, mas tmb so minha a responsabilidade sobre.

Quanto a decidir sobre as necessidades do que for meu? cabe a mim
a segurança da sub, me responsabilisei ao asumir ela, e ele ao aceitar que eu tive uma sub.
Ele tem (como para mim qualquer outro dono de SW teria) o dever e direito
de me direcionar, sinalisar, orientar, e ate decidir s terei ou não uma
determinada sessão com a minha sub, sobre mim ele pode tudo, sou objeto dele,
faz d mim o que ele quer, aceitei assim na negociação.
Contudo, ao negociar com outra vida, eu acho, que ser dono por tabela é facil e
tmb inrespon´savel, se for usar, cuide, zele.
se nao vai usar o que é meu, cuide de mim, pois se eu errar
significa que aprendi mau, que o exemplo nao foi bom, pois
tericamente a sub é o reflexo do dono.

Sera que respondi certo, ou me enrolei? rsrs

Cind Poet Weronese Bia Baccellet, por favoer, minha net esta lenta, então quero saber: todos podem perguntar de uma vez, e eu vou respondendo a todos sem parar ate apos o horario ?

Bia Baccellet Podem perguntar até 23h. Depois pode ir respondendo com calma. Mesmo após o horário. O limite é para as perguntas.

Shikomi Sakura De Lorde Sandman Pra vc Cind, há diferença entre ter uma serva ou servo? meninos ou meninas para submissos?

Cind Poet Weronese hahaha Shikomi Sakura De Lorde Sandman, eu vi o trabalho assim que vc e seu grupo o finalizou, mas ver o trabalho na telona? ... ouvir a minha vida como sub? Foi um presente para mim, senti orgulho de ser eu mesma, não usar disfarces, de ser a mesma como individuo - porem ter evoluido como individuo tmb, de ainda crer e possui (de forma mais acentuada) o desejo de aprender e de passar para os que estão chegando. É ... fiquei orgulhosa de ser coerente comigo mesma e com o que vivo.

Cind Poet Weronese Shikomi Sakura De Lorde Sandman para mim seduzir ou dominar o mesmo sexo que eu é divino, é como dominar a mim mesma, explorar a mim mesma como serva, é ver meu
reflexo como serva e mulher. É aprender com o individuo que possui as mesma questões que nem Freud explica, rsrs mas não tenho preconceito de dominar homens, foi só uma questão de negociação, visto que com as mulheres (mesmo sendo Bi) , não tenho tão aflorado o desejo sexual na dominação, mas (como boa ninfa que sou) com homem, creio que teria o desejo sexual tmb despertado.

Bia Baccellet Cind Poet Weronese, quais as mudanças positivas que o BDSM trouxe pra sua vida? Houveram experiências negativas? Se sim, elas já te fizeram pensar em desistir do BDSM?

Cind Poet Weronese Bia Baccellet as positivas foram muitas, principalmente quanto a aprender a calar, e a entender que cada dia sei menos. A não me envolver em fofocas, a cuidar do outro sem esperar nada em troca apenas por gratidão ao que recebi , llargar de mão a necessidade de me sentir aceita, . A ser livre de Rotulos para mim foi e é a mais importante.

Cind Poet Weronese Bia Baccellet 1° Quantos as negativas... uau, foram , acho eu, que quase na mesma dose > Não confio mais nas pessoas como confiava, o valor e o peso da traição, ver minha vida mudar mais radicalmente do q quando entrei no para o meio - me tornando um nada depois de ter descoberto que podia ser tudo que queria. Pensei e tentei com afinco desistir de viver o BDSM, chegar perto da loucura - ainda mais estudando a área, me assustou muito. Primeiro por que sou masoquista , mas determino o que quero viver - e ficar no meio era o mesmo que ter minha dor e limites determinados ou testados aleatoriamente, depois orientada por amigos, que me apoiaram e me apoiariam a tomar qualquer decisão, depois obrigada a me afastar por ordem medicas - ou morria, ate por que devido ao ttratamento medico eu não consegui mesmo interagir com nada nem ninguem - meio q vegetei, por ultimo com medo de acontecer de novo.


Cind Poet Weronese Bia Baccellet 2° Então resolvi - como me sugeriu alguns amigos que estão aqui, a seguir devagar, a me desintoxicar, a viver o luto como eu achasse que deveria, e sem pressa ou pressão, e uma das ajudas q recebi, foi um poema do Sandro Do Nascimento Norberto , INVICTOS, e tomei as rédeas da minha vida , que seja um dia de cada vez , e esse poema para mim refletiu o que muitos amigos estavam fazendo comigo e por mim :


...Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma.



Marcelo Fernandes cheguei (----0)

Cind Poet Weronese
1. para você qual a maior falácia que é falada no BDSM?
2. Na sua opinião por que o Brasil tem poucos Clãs?
3. Tirando o seu Dono, que outro Dono você considera um verdadeiro DOm no BDSM? Que sub você indicaria como modelo de servidão?
4. No exterior é comum ter festas especificas no BDSM (festa só de pet play, festa só de shibari, festa só etc..). Por aqui as festas são mais "vale todos os fetiches". Acha que festas especificas funcionariam por aqui?
5. Qual sua maior tara?


Cind Poet Weronese Aff... tinha que ser tu Marcelo Fernandes , rsrsrs- vieste mandado hem rsrsrs


vou responder por etapas

Existem tantos significados para falacia >
iludir (eis a questão, quem estaria iludindo ou sendo iludido)
enganar (quem esta no papel consciente ou inconsciente?)
Um apelo? ( do que ou de quem ? e pq?)

Generalizando:
irmã de coleira (quero agradar o dono, seremos amigas e tratadas iguais)
negociação ( manipulável para ambos se for na má fé , mas ai o caráter entra, e nada tem haver com o bdsm)
Fidelidade (nem iria comentar... entra em todos os campos no bdsm, entre pessoas, principios, valores, relações bdsm, relações bau X bdsm,)
A perfeição (seja Botton, seja Top, não existe e nunca vai existir, somos homens antes de sermos BDSM)

Cind Poet Weronese Vou responder a 2° Marcelo Fernandes de forma bem enxuta e objetiva: No Brasil não estamos capacitados realmente e culturalmente a viver em sociedade, em zelar, em cuidar e dividir, somos egocêntricos, malandros e temos sempre um jeitinho para tudo. > Clã significa evolução, amadurecimento (ate mesmo cultural e social), fidelidade, responsabilidade e honra, dedicação, compromisso, é preciso caráter ou total falta de ... tudo tmb depende de que tipo de clã um grupo deseja formar. Existem clãs no Brasil porem são poucos, alguns são podres e sujos, alguns disfarçados - maquiados, outros com o proposito correto, mas use apenas uma mão para contar eles...

Cind Poet Weronese hahahaha Marcelo Fernandes, ainda bem que meio que já respondi sobre o verdadeiro Dom - ele não existe e nunca vai existir no conceito geral, ate pq o que é bom para um, é médio ou péssimo para outro, e ninguém nunca sera bom o suficiente para ser endeusado. Meu Dono é perfeito e bom para mim, pq é meu Dono. Adimiro alguns Dons e subs, mas não daria Oscar a nenhum, nao uma recomendação publica. Caso um Dom, u sub, se ache um modelo, ja pecou como tal (a perfeição que acredito esta na criação - o que estragou foi terem feito o ser humano). Como falei anteriormente: BDSM me ensinou a desconfiar de todos, mesmo os que confio.

Cind Poet Weronese Marcelo Fernandes, foi um dos motivos que o Projeto Reserved foi criado, pois alguns poucos, acreditam que sim, somos capazes de evoluir, e agir como gente grande, o evento foi seleto, reservado, discreto e foi um sucesso de objetivo ( porem de dinheiro? kkkkkkk caso aceite algumas dividas, me chame in box que te passo)

Cind Poet Weronese Viver é minha maior tara, sobreviver um desafio.

Bia Baccellet Dez minutos para o fim da entrevista. Façam suas perguntas!

Shikomi Sakura De Lorde Sandman O que é ser raposa? mudou alguma coisa depois que vc começou adestramento de pet?


Caio Flavio Como psicóloga, poderia nos explicar se os traços Sádicos e Masoquistas (Algolagnia) existem em todas os indivíduos e são desenvolvidos de acordo com a criação familiar, social e cultural ou são traços pertencentes apenas a alguns indivíduos seletos? BDSM no Brasil ainda é considerado uma parafilia? Há algum mal nisso ou todos os indivíduos "sofrem" de alguma parafilia? Precisamos de algum tratamento psiquiátrico para lidar com o que somos ( ou nos tornamos)?


Se traços sadomasoquistas forem detectados em uma criança, qual deve ser o procedimento a ser tomado por seus pais, caso conheçam o meio? Procurar ajuda psicológica ou simplesmente instruí-lo para viver este universo de forma sadia?

Quero tua opinião de psicóloga e de Cind Poet Weronese

Bia Baccellet Perguntas encerradas. Somente Cind irá postar as respostas às perguntas já feitas dentro do horário

Bia Baccellet Obrigada pela participação de todos. Obrigada Cind Poet Weronese pela disponibilidade e pela grande entrevista. Parabéns ao SenhorCarlos Guttemberg Poet pela linda raposa que possui. Obrigada por nos emprestar um pouquinho essa jóia. Boa noite a todos.


Cind Poet Weronese KKKKKK Shikomi Sakura De Lorde Sandman te devo muitas coisas, e essa é uma delas, rsrsrs. Viver o PET ... me libertou muito, me proporcionou propriedade e segurança para ser nada ou tudo, para se instintiva, para abusar como "sub" (leiam aqui por favor: abusar no sentido de viver perigosamente o instinto sem tentar controlar nada, nem memso o papel de sub), é ousar morder o Dono ( como sub ? castigo mortal, mas como Pet tenho essa liberdade) . É mais um desafio para mim, pois estou sempre em transformação, sempre vivendo, porem sempre respeitando o papel que me foi permitido ou dado para viver. Amo ser A raposa de Carlos Guttemberg Poet, sou mais flexivel e menos tensa, sou mais menina! Não: Sou mais bicho, rsrsrs um eu primitivo e livre.

Cind Poet Weronese que vontade de soltar um palavrão Caio Flavio, rsrsrsrs vou responder sem ordem, pois é um assunto dentro do outro: Na criança somente monitorar, pesquisar se é natural/instintivo, ou causa e efeito. O cuidado maior é a permanência da perversão, ser perverso é natural, todos (sem exceção) nascemos perverso, e na infância é acentuado, pois agimos nesta face por instinto - desde que não tenham sido atravessadas por outras questões

Cind Poet Weronese Não existe sofrimento na parafilia, salvo ser for patológico, explico: Só é considerado patologico se lhe causar comprometimento ( em diversos graus ou áreas) , ex: 1° (Perfil saudavel) Gozo quando estou sendo chicoteada, mas gozo ""tanto quanto"" quando estou sendo apenas acariciada com douçura, 2°( Perfil Adoecido) fico feliz quando estou controlando a vida da minha sub, sou produtivo no trabalho e na vida social, mas quando não consigo controlar, ou mesmo contato com ela, fico agressivo, descontrolado, mau, depre, desorientado

Cind Poet Weronese O ser humano precisa viver sua pulsão, sejam elas quais forem, mesmo que tenha que viver ela sendo monitorado, mesmo com ajuda. Nosso corpo reflete o que nosso cérebro vive. NOSSO CORPO FALA E ADOECE. Trancar / abafar/ negligenciar dentro , vai refletir diretamente no corpo, em dores, em doenças tratáveis e até fatais. Processo de somatização. Mente sã, corpo são - é um fato cientifico.


Cind Poet Weronese o bdsm como um todo, ainda é muito pouco estudado, mas o sadomasoquismo vem com estudo de longa data, saiu do dominio da psiquiatria e entrou pelas mãos de Freud na psicanalise- mãe de toda

ciência da psicologia. > busquei este trecho na literatura ...
""Segundo Castro & Rudge , Lacan enfatiza que tanto o sádico quanto o
masoquista se oferecem como instrumento de gozo do Outro, colocando-se em posição de objeto. Para ele, ao contrário de Freud, o sadismo não é o contrário do masoquismo. Ambos são, sim, complementares.""
Esta é para mim (cind) uma boa visão (minha) não só do sadomasoquismo, mas
de toda parafilia que não seja patológica ( E que seja consensual).
.
E infelizmente no Brasil, a nível constitucional e legal, não temos direito sobre nosso corpo. Um atraso de liberdade, contudo , dentro do contexto histórico brasileiro - mesmo q contraditório a minha realidade, é aceitável, não somos evoluídos (me refiro de forma ampla ) para decidir sobre nos mesmos, basta olhar o meio social e democrático que votamos para viver - escolhas? sim, imaturas, de um povo ainda evoluindo.

Cind Poet Weronese Infelizmente no mundo , o código F65, constante no Código Internacional de Doenças (CID) ainda esta sendo revisado, e reformulado, para reenquadrar determinadas parafilias e dentre elas - patologias, mas por hora, para alguns autores e teoricos, continuamos a ser uma aberração com questões de intervenção,mas , felizmente para outros teoricos e autores, é nosso direito viver sem que soframos interferência quaisquer , sejam medicas, ou sociais. Porem, os bons costumes ainda predominam e não nos enquadramos neles.

Cind Poet Weronese Dono Carlos Guttemberg Poet eis a entrevista já realizada, espero não te-lo envergonhado.


Cind Poet Weronese Meu caro amigo dom Antenor Del Castillo, me desculpe, na correria me atrapalhei e marquei apenas o Lord Caio Flavio na resposta, mas era para ambos, Agradeço vossa amizade e a consideração na entrevista, como tmb a paciência em esperar pela resposta.

Aqui está o link da entrevista. Para ter acesso é necessário fazer parte do grupo.